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Projeto Pedagógico do Curso

A Indústria Química no Brasil, até meados dos anos 80 trabalhou com pessoal técnico e graduado cuja capacidade era preferencialmente de especialista. Desta época até o momento atual o perfil dos profissionais passou por uma mudança acentuada em razão da necessidade destes incorporarem certos atributos tais como capacidade de julgamento e crítica, visão sistêmica, criatividade e iniciativa, e competências, na área ambiental, de segurança e de saúde, qualidade, economia, administração, empreendedorismo, dentre outras. Neste estágio, foi necessário repensar a formação destes profissionais e então a formação exigida passou a ser mais generalista.

 

Com a competitividade e a busca da otimização dos processos que requerem uma maior eficiência e qualidade do trabalho desenvolvido, as indústrias esperam, no futuro, contar com profissionais que mesclem a formação de especialistas com a de generalistas. O foco especialista vem da necessidade de ter um conhecimento mais aprofundado sobre o processo no qual atua para uma postura mais analítica e crítica resultando em intervenções rápidas e apropriadas no dia-a-dia das suas atividades.

 

Para tal, ele necessita não só da formação básica nos conceitos de matemática e estatística, química, física abordada de maneira adequada e aplicada à Química, mas também da ampla formação em operações unitárias, equipamentos, processos de troca de calor, controle de automação, utilidades, dentre outros. Concomitantemente, para que ele consiga integrar a sua atuação no ambiente global de trabalho e identificar as causas raiz que estão motivando a sua intervenção no processo e as possíveis conseqüências de uma decisão sua, é necessário que o graduado possua um perfil generalista que consolide a sua formação em aspectos de segurança, meio ambiente, técnicas analíticas, desenvolvimento de novas metodologias de análises, de produtos e de novas tecnologias e gerenciamento da produção. Em síntese, o perfil do Bacharel em Química Tecnológica exige a presença de competências técnico-científicas que lhe permitam diagnosticar e solucionar problemas dentro de uma visão integrada dos demais correlatos.

 

Desta forma o Bacharel em Química Tecnológica é um profissional com formação generalista, sólida e abrangente dos conteúdos da química em todas as suas modalidades de cunho tecnológico e de domínio de técnicas básicas de utilização de laboratórios e equipamentos. Esta formação generalista deverá ser mesclada com um enfoque especialista. O enfoque especialista é uma resposta à necessidade de se ter domínio mais aprofundado sobre o processo no qual atua, com uma postura analítica e crítica, resultando em intervenções rápidas e apropriadas para o seu dia-a-dia dentro da indústria.

 

A formação do Bacharel em Química Tecnológica lhe dará condições de exercer plenamente sua cidadania, e enquanto profissional, respeitar o direito à vida e o bem-estar dos  cidadãos que, direta ou indiretamente possam ser atingidos pelos resultados de suas atividades profissionais. Ainda nesta direção, cabe ressaltar diretamente as questões da globalização, ética, flexibilidade intelectual, habilidade para o trabalho em equipe, necessidade de atualização e ampliação constante dos conhecimentos.

Numa síntese genérica, é preciso ter em conta que ao mesmo tempo em que o mercado demanda competências muito concretas, capazes de colocar o Químico em ação imediata em contextos bastante específicos, o enxugamento dos quadros e a terceirização, apontam para a necessidade de uma formação genérica e flexível desse profissional, tornando-o capaz de adaptar-se a circunstâncias variadas.


Esse é o principal desafio de uma estruturação curricular: dialogar com as incertezas do mercado, com suas demandas imediatas e com um projeto de nação autônoma e com justiça social.

 

As áreas de atribuição dos profissionais Bacharéis em Química Tecnológica segundo Resolução Normativa C.F.Q. nº 36 de 25/04/74 publicada no DOU em 13/05/74 (CFQ - Conselho Federal de Química) e ampliadas pela existência de disciplinas voltadas à área de microbiologia na proposta deste Curso, são:

· Dirigir, supervisionar, programar, coordenar, orientar e assumir a responsabilidade técnica no âmbito das atribuições respectivas;

· Assessorar, realizar consultoria, vistoria, perícia, avaliação, arbitramento de serviços técnicos, elaborar pareceres, laudos e atestados;

· Desempenhar cargos e funções técnicas;

· Realizar ensaios e pesquisas em geral;

· Realizar análises química e físico-química, bromatológica, toxicológica, biotecnológica e legal, padronização e controle de qualidade;

· Otimizar o processo produtivo, utilizando as bases conceituais dos processos químicos;

· Produzir, realizar tratamentos prévios e complementares e gerenciar produtos e resíduos;

· Conduzir e controlar operações e processos industriais, de trabalhos técnicos, reparos e manutenção;

· Aplicar normas do exercício profissional e princípios éticos que regem a conduta do profissional da área;

· Aplicar técnicas de GMP (“Good Manufacturing Pratices”- Boas Práticas de Fabricação) nos processos industriais e laboratoriais de controle de qualidade;

· Controlar mecanismos de transmissão de calor, operação de equipamentos com trocas térmicas, destilação, absorção, extração e cristalização;

· Controlar sistemas reacionais e a operação de sistema sólido-fluido;

· Pesquisar e desenvolver operações e processos industriais;

· Coordenar programas e procedimentos de segurança e de análise de riscos de processos industriais e laboratoriais, aplicando princípios de higiene industrial, controle ambiental e destinação final de produtos;

· Estudar, elaborar e executar projetos de processamento;

· Estudar a viabilidade técnica e técnico-econômica no âmbito das atribuições respectivas;

· Desenvolver novos produtos.

· Realizar análises microbiológicas, conhecer e saber operar os equipamentos básicos;

· Conhecer os processos de biossíntese biotecnológicos e as principais técnicas e aplicações da biotecnologia de DNA recombinante.

Deverão ser utilizadas metodologias tradicionais baseadas em exposição oral e gráfica de conteúdos, estudo de casos reais, seminários, etc. A presença de monitores nos laboratórios também será utilizada como um mecanismo de suporte as aulas teóricas. As aulas práticas versarão sobre os conteúdos abordados em sala, porém uma visão mais aplicada deverá ser preferida. A realização de visitas técnicas a indústrias deverá ser um dos principais pilares entre os conteúdos abordados no CEFET e o mercado de trabalho.

O Curso de Química Tecnológica seguirá as Normas de Avaliação vigentes para o ensino superior do CEFET-MG, aprovadas pelo Conselho Diretor em 20 de junho de 2005.

 

Considera-se que, para efeito de monitoramento do Projeto Político Pedagógico, poderão ser considerados os seguintes pontos:


· o monitoramento deverá ser normatizado pelo Colegiado de Curso e aprovado no Conselho de Graduação, conforme norma vigente;
· O foco do monitoramento será a auto-avaliação interna do curso (avaliação da estrutura, do currículo e das práticas pedagógicas, dos docentes e dos discentes), dando um caráter mais de acompanhamento e correção de rumos (monitoramento) a todo esse sistema de avaliação;
· Considerar propostas de nivelamento (monitorando os ingressantes desde o processo seletivo), acompanhamento mais cuidadoso dos primeiros períodos, garantindo a construção das habilidades básicas de um estudante de ensino superior de química.
· Tratar do sistema de avaliação do aluno propriamente dito, estabelecendo critérios e normas.
· Apontar possíveis mecanismos de recuperação/acompanhamento mais próximo das disciplinas, alunos e professores que tenham sentido dificuldades nos semestres anteriores.
· Destacar em capítulo específico Orientação Metodológica e Ações Pedagógicas: proposta de qualificação pedagógica de docentes – cursos, oficinas, seminários, em atendimento às demandas dos professores, já identificadas, relativas à elaboração de planejamento de atividades diversas de avaliação e de dinamização da sala de aula, de técnicas diversas como a de aula expositiva, projetos, tutoria, uso de ferramentas digitais, etc. Seria interessante também prever a realização sistemática ( semestral, anual, bianual) de eventos como Semana da Química, feiras, mostras de trabalhos de alunos, seminários temáticos, etc.

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