A VIABILIDADE DA ADOÇÃO DE ÔNIBUS ELÉTRICOS EM UM SISTEMA BRT POR MEIO DE FINANCIAMENTO USANDO GANHOS ECONÔMICOS INDIRETOS
ônibus elétrico, transporte público, financiamento.
Diante dos impactos gerados pelo transporte público nos centros urbanos, as cidades buscam nos ônibus elétricos a solução para mitigação das emissões de poluentes ou da emissão de ruídos de tráfego. Mesmo com rigorosas regulamentações, a poluição, tanto atmosférica quanto sonora, emitida pelo setor de transportes prejudica de diversas maneiras a saúde dos habitantes. Ainda que muito promissora e com constantes avanços, esta nova proposta de eletromobilidade ainda se desenvolve no Brasil, mesmo a sendo uma solução criada no início do século XX. O presente trabalho buscou identificar os impactos da transição para uso de ônibus elétricos observando o cenário do BRT de Belo Horizonte e visando identificar meios de financiamento desta transição. Os resultados apontaram que será preciso um aumento de 52 veículos para se cumprir o que é produzido hoje pelo sistema com os veículos a diesel. Este aumento, aliado ao alto custo inicial, acabam por impactar negativamente no custo mensal do sistema, triplicando os atuais custos mensais do sistema, considerando geração própria de energia e dimensionamento de infraestrutura rápida de carregamento. Partindo da hipótese de que seria possível buscar outras fontes de financiamento aproveitando os benefícios obtidos com os ônibus elétricos, como a saúde e tributação imobiliária, verificou-se que os ganhos econômicos indiretos obtidos ainda não são suficientes para reduzir totalmente o déficit da implantação. O ganho econômico com a saúde se mostrou irrelevante frente ao custo total do sistema, em decorrência do tamanho da frota em estudo. A correlação entre a emissão de material particulado emitido pelos veículos do sistema BRT e os eventos de saúde relacionados com a poluição atmosférica indicou que desde o início do sistema ainda não ocorreram mortes causadas pelas emissões provenientes do sistema BRT. Quanto a tributação imobiliária, mesmo que identificada uma valorização quando implantado o corredor de BRT, esta pode não ser suficiente para financiar as mudanças. Entende-se que outras medidas de menor impacto econômico podem ser tomadas visando a redução dos impactos ambientais causadas por sistemas de transporte rodoviário, por exemplo, a busca por outras tecnologias sustentáveis de propulsão como o biometano ou a reorganização da rede de transporte para uma malha mais eficiente e integrada.
Diante dos impactos gerados pelo transporte público nos centros urbanos, as cidades buscam nos ônibus elétricos a solução para mitigação das emissões de poluentes ou da emissão de ruídos de tráfego. Mesmo com rigorosas regulamentações, a poluição, tanto atmosférica quanto sonora, emitida pelo setor de transportes prejudica de diversas maneiras a saúde dos habitantes. Ainda que muito promissora e com constantes avanços, esta nova proposta de eletromobilidade ainda se desenvolve no Brasil, mesmo a sendo uma solução criada no início do século XX. O presente trabalho buscou identificar os impactos da transição para uso de ônibus elétricos observando o cenário do BRT de Belo Horizonte e visando identificar meios de financiamento desta transição. Os resultados apontaram que será preciso um aumento de 52 veículos para se cumprir o que é produzido hoje pelo sistema com os veículos a diesel. Este aumento, aliado ao alto custo inicial, acabam por impactar negativamente no custo mensal do sistema, triplicando os atuais custos mensais do sistema, considerando geração própria de energia e dimensionamento de infraestrutura rápida de carregamento. Partindo da hipótese de que seria possível buscar outras fontes de financiamento aproveitando os benefícios obtidos com os ônibus elétricos, como a saúde e tributação imobiliária, verificou-se que os ganhos econômicos indiretos obtidos ainda não são suficientes para reduzir totalmente o déficit da implantação. O ganho econômico com a saúde se mostrou irrelevante frente ao custo total do sistema, em decorrência do tamanho da frota em estudo. A correlação entre a emissão de material particulado emitido pelos veículos do sistema BRT e os eventos de saúde relacionados com a poluição atmosférica indicou que desde o início do sistema ainda não ocorreram mortes causadas pelas emissões provenientes do sistema BRT. Quanto a tributação imobiliária, mesmo que identificada uma valorização quando implantado o corredor de BRT, esta pode não ser suficiente para financiar as mudanças. Entende-se que outras medidas de menor impacto econômico podem ser tomadas visando a redução dos impactos ambientais causadas por sistemas de transporte rodoviário, por exemplo, a busca por outras tecnologias sustentáveis de propulsão como o biometano ou a reorganização da rede de transporte para uma malha mais eficiente e integrada.