Banca de DEFESA: GIANGIULIO PIETRO REIS COCCO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GIANGIULIO PIETRO REIS COCCO
DATA : 25/08/2025
HORA: 14:00
LOCAL: https://conferenciaweb.rnp.br/sala/guilherme-de-castro-leiva
TÍTULO:

A VIABILIDADE DA ADOÇÃO DE ÔNIBUS ELÉTRICOS EM UM SISTEMA BRT POR MEIO DE FINANCIAMENTO USANDO GANHOS ECONÔMICOS INDIRETOS


PALAVRAS-CHAVES:

ônibus elétrico, transporte público, financiamento.


PÁGINAS: 95
RESUMO:

Diante dos impactos gerados pelo transporte público nos centros urbanos, as cidades buscam nos ônibus elétricos a solução para mitigação das emissões de poluentes ou da emissão de ruídos de tráfego. Mesmo com rigorosas regulamentações, a poluição, tanto atmosférica quanto sonora, emitida pelo setor de transportes prejudica de diversas maneiras a saúde dos habitantes. Ainda que muito promissora e com constantes avanços, esta nova proposta de eletromobilidade ainda se desenvolve no Brasil, mesmo a sendo uma solução criada no início do século XX. O presente trabalho buscou identificar os impactos da transição para uso de ônibus elétricos observando o cenário do BRT de Belo Horizonte e visando identificar meios de financiamento desta transição. Os resultados apontaram que será preciso um aumento de 52 veículos para se cumprir o que é produzido hoje pelo sistema com os veículos a diesel. Este aumento, aliado ao alto custo inicial, acabam por impactar negativamente no custo mensal do sistema, triplicando os atuais custos mensais do sistema, considerando geração própria de energia e dimensionamento de infraestrutura rápida de carregamento. Partindo da hipótese de que seria possível buscar outras fontes de financiamento aproveitando os benefícios obtidos com os ônibus elétricos, como a saúde e tributação imobiliária, verificou-se que os ganhos econômicos indiretos obtidos ainda não são suficientes para reduzir totalmente o déficit da implantação. O ganho econômico com a saúde se mostrou irrelevante frente ao custo total do sistema, em decorrência do tamanho da frota em estudo. A correlação entre a emissão de material particulado emitido pelos veículos do sistema BRT e os eventos de saúde relacionados com a poluição atmosférica indicou que desde o início do sistema ainda não ocorreram mortes causadas pelas emissões provenientes do sistema BRT. Quanto a tributação imobiliária, mesmo que identificada uma valorização quando implantado o corredor de BRT, esta pode não ser suficiente para financiar as mudanças. Entende-se que outras medidas de menor impacto econômico podem ser tomadas visando a redução dos impactos ambientais causadas por sistemas de transporte rodoviário, por exemplo, a busca por outras tecnologias sustentáveis de propulsão como o biometano ou a reorganização da rede de transporte para uma malha mais eficiente e integrada.

Diante dos impactos gerados pelo transporte público nos centros urbanos, as cidades buscam nos ônibus elétricos a solução para mitigação das emissões de poluentes ou da emissão de ruídos de tráfego. Mesmo com rigorosas regulamentações, a poluição, tanto atmosférica quanto sonora, emitida pelo setor de transportes prejudica de diversas maneiras a saúde dos habitantes. Ainda que muito promissora e com constantes avanços, esta nova proposta de eletromobilidade ainda se desenvolve no Brasil, mesmo a sendo uma solução criada no início do século XX. O presente trabalho buscou identificar os impactos da transição para uso de ônibus elétricos observando o cenário do BRT de Belo Horizonte e visando identificar meios de financiamento desta transição. Os resultados apontaram que será preciso um aumento de 52 veículos para se cumprir o que é produzido hoje pelo sistema com os veículos a diesel. Este aumento, aliado ao alto custo inicial, acabam por impactar negativamente no custo mensal do sistema, triplicando os atuais custos mensais do sistema, considerando geração própria de energia e dimensionamento de infraestrutura rápida de carregamento. Partindo da hipótese de que seria possível buscar outras fontes de financiamento aproveitando os benefícios obtidos com os ônibus elétricos, como a saúde e tributação imobiliária, verificou-se que os ganhos econômicos indiretos obtidos ainda não são suficientes para reduzir totalmente o déficit da implantação. O ganho econômico com a saúde se mostrou irrelevante frente ao custo total do sistema, em decorrência do tamanho da frota em estudo. A correlação entre a emissão de material particulado emitido pelos veículos do sistema BRT e os eventos de saúde relacionados com a poluição atmosférica indicou que desde o início do sistema ainda não ocorreram mortes causadas pelas emissões provenientes do sistema BRT. Quanto a tributação imobiliária, mesmo que identificada uma valorização quando implantado o corredor de BRT, esta pode não ser suficiente para financiar as mudanças. Entende-se que outras medidas de menor impacto econômico podem ser tomadas visando a redução dos impactos ambientais causadas por sistemas de transporte rodoviário, por exemplo, a busca por outras tecnologias sustentáveis de propulsão como o biometano ou a reorganização da rede de transporte para uma malha mais eficiente e integrada.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - RENATO GUIMARAES RIBEIRO
Interno - PETER LUDVIG
Interno - GUILHERME DE CASTRO LEIVA
Externo à Instituição - MARCELINO AURÉLIO VIEIRA DA SILVA - UFRJ
Notícia cadastrada em: 21/08/2025 19:14
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