DESEMPENHO TRIBOCORROSIVO DO AÇO CARBONO E INOXIDÁVEL PARA APLICAÇÃO NO SETOR DE CONCRETO
tribocorrosão, desgaste, Endur, ASTM 410, AHSS, betoneira.
A construção civil é um dos principais segmentos da indústria nacional, devido ao seu impacto social e econômico. Notoriamente, o equipamento mais utilizado para misturar os materiais constituintes do concreto (areia, cimento, água e brita) é a betoneira planetária. Neste contexto, esta pesquisa visou estudar os fenômenos corrosivos que ocorrem dentro deste tipo de betoneira, bem como analisou o desempenho de diferentes tipos de aços utilizados na fabricação de equipamentos do setor de construção civil. Os resultados experimentais foram comparados entre si e as diferenças observadas foram identificadas e comentadas. Testou simultaneamente, comparou e analisou o desempenho de dois aços carbono (A36 e AHSS) e dois aços inoxidáveis (410 D e o 410 T). Pode-se inferir que os aços inoxidáveis foram mais resistentes a tribocorrosão, liderado pelo 410 T e seguido pelo 410D. O AHSS foi o terceiro melhor no teste tribocorrosivo, confirmando que a resistência a corrosão tem mais relevância neste ambiente tribocorrosivo e a dureza superficial como segunda característica mais importante. O aço A36, o mais usado na fabricação de betoneira, foi o mais desgastado, pois é muito susceptível a corrosão pela água e tem menor resistência ao desgaste do que os demais aços testados. Comparativamente o teste a seco foi realizado, usando os mesmos parâmetros do equipamento e tipos de aço do teste úmido, exceto por não ter a água na mistura. O resultado do teste a seco teve o AHSS como o menos desgastado, seguido pelo 410 T, 410 D e por último A36. Constatou-se que a dureza superficial foi determinante na resistência ao desgaste a seco. Importante ressaltar que o desgaste a seco foi inferior ao desgaste em ambiente úmido para todos os materiais. Assim foi comprovado a sinergia da corrosão com o desgaste neste sistema tribocorrosivo, pois um intensificou o outro, reduzindo mais a espessura.