Banca de QUALIFICAÇÃO: ERIC JÚNIOR COSTA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ERIC JÚNIOR COSTA
DATA : 24/08/2021
HORA: 14:00
LOCAL: CEFET-MG (remotamente)
TÍTULO:

Por uma Linguística Social-Migratória: a integração de apátridas no Brasil


PALAVRAS-CHAVES:

apatridia; integração; Português como Língua de Acolhimento


PÁGINAS: 209
RESUMO:

A pesquisa proposta tem como pilares os Estudos de Linguagens e os Estudos Migratórios. Com respeito às linguagens, o contexto é o Português como Língua de Acolhimento (PLAc), uma modalidade de ensino e aprendizagem de língua não materna destinada a migrantes deslocados forçados. O objetivo é analisar as experiências de duas ex-apátridas no Brasil durante seus percursos migratórios (Forlot, 2008), em especial sobre a exposição e aprendizagem da língua portuguesa e como esses fatores influenciaram em sua integração no Brasil. Para isso, recorri às teorias da Sociologia da Migração (Spreafico, 2009), das políticas linguísticas que envolvem o PLAc (Grosso, 2010; Camargo, 2019), dos discursos midiáticos (Charaudeau, 2012). Uma vez que não era possível compreender os processos de ensino e aprendizagem sem compreender o que significa a apatridia, foi necessário desenvolver as análises com base em (Claro, 2015) e (Foucault, 2008). A metodologia aplicada foi a partir de coleta de dados iniciada com a pesquisa de (Costa, Silva, Mamo, 2019), além da seleção de narrativas midiáticas das participantes, de notas de campo, de normativas relativas ao tema (Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas de 1954, Convenção para Reduzir os Casos de Apatridia de 1961, Lei 13.445 de 2017, Lei de Migração Brasileira) e de categorização das experiências de aprendizagem das participantes (Miccoli, Bambirra e Vianini, 2020). Os resultados parciais indicam que a ausência de fortes laços seculares estabelecidos entre o Brasil e a República da Síria não resultariam possibilidades do início de um acontecimento discursivo novo ou ressuscitado, como o discurso apátrida no Brasil por meio da presença e luta por pertencimento das participantes no país. Além do mais, e em especial sobre as experiências linguísticas ao aprenderem a língua majoritária brasileira, o português, as análises indicam que foram atravessadas por momentos positivos e outros verticalizados, como a imposição da comprovação da proficiência em português unicamente por meio do exame Celpe-Bras. Sem a realização de um preparatório realizado em 2018 em um curso de PLAc, sem haver feito a prova e comprovada a proficiência, haveria outra lacun ana integração das participantes, indiscutivelmente a mais importante, a não obtenção da nacionalidade brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ANA MARIA NÁPOLES VILLELA - CEFET-MG
Interna - MARIA RAQUEL DE ANDRADE BAMBIRRA

Externa ao Programa - LILIANE DE OLIVEIRA NEVES
Externa à Instituição - CAROLINA DE ABREU BATISTA CLARO - UnB

Notícia cadastrada em: 19/08/2021 07:02
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