Banca de DEFESA: IZABELA DE MAGALHAES ALEXANDRE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IZABELA DE MAGALHAES ALEXANDRE
DATA : 29/10/2021
HORA: 14:00
LOCAL: CEFET-MG (remotamente)
TÍTULO:

DO ESQUECER AO RELEMBRAR: ANÁLISE DOS IMAGINÁRIOS SOCIODISCURSIVOS QUE REVERBERAM EM NOSSAS MEMÓRIAS, NA OBRA TERRA DE SEBASTIÃO SALGADO


PALAVRAS-CHAVES:

Fotografia. Sebastião Salgado. Semiolinguística. Análise do Discurso. MST. Imaginários sociodiscursivos.


PÁGINAS: 132
RESUMO:

Neste trabalho, buscamos fazer uma análise semiolinguística de algumas fotografias e suas respectivas legendas da obra Terra do fotógrafo mineiro Sebastião Salgado. O livro foi publicado 1999, pela Companhia das Letras e conta com 109 fotografias em preto e branco, além de músicas exclusivas de Chico Buarque e um prefácio de José Saramago. Contudo, para esta pesquisa, utilizamos apenas cinco fotografias e suas respectivas legendas, desconsiderando as outras imagens e paratextos. Nesse livro, Salgado busca representar brasileiros que ainda não tiveram seu direito à terra garantido, tais como os povos indígenas, os mendigos urbanos e os camponeses do MST. Sendo assim, por meio de nossas análises, buscamos examinar algumas memórias que Salgado desperta em nós, a partir de possíveis dizeres explícitos e implícitos em sua obra. A partir das análises, observamos que Salgado mobiliza os imaginários de resistência, de luta e de cooperação, apesar de sua mensagem denotada mostrar a pobreza, condições sub-humanas de trabalho, a mendicância e condições precárias de estudo. Para isso, utilizamos os conceitos de Barthes (1990) acerca da Retórica da Imagem, o método de Kossoy (2012) para a análise das fotografias, e a teoria de Charaudeau (2008; 2017), para explicar as condições de produção do discurso e a construção dos imaginários sociodiscursivos (ora apagados, ora explicitados) presentes nas legendas. Observamos que Salgado utiliza tanto elementos plásticos (tais como enquadramento, luz, contraste, para despertar esses imaginários)  quanto elementos verbais, tais como adjetivos, expressões que estão presentes no imaginário coletivo, para reforçar a ideia de luta e de descaso do Estado com relação à  essas pessoas, que lutam pelo seu direito a condições próprias de trabalho. Além disso, observamos um discurso que visa problematizar a falta de investimento do governo em políticas públicas para o controle da taxa de natalidade, falta de investimento na educação e de suporte a movimentos populares como o MST.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - ANTONIO AUGUSTO BRAICO ANDRADE
Presidente - CLAUDIO HUMBERTO LESSA
Externa à Instituição - LUCIANA MARTINS ARRUDA - UEMA
Interna - MIRIAN SOUSA ALVES
Notícia cadastrada em: 26/10/2021 14:11
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