CORPO DE AUTORA: Uma leitura performativa de Vaga carne, de Grace Passô
Autoria; teatro; performatividade; corpo; ritos; Grace Passô.
Esta pesquisa aborda a construção autoral pelo viés do corpo de Grace Passô, dramaturga e performer mineira. O argumento é que, na obra Vaga carne, a autora constrói um corpo de autora e exerce uma função imagem-textual no discurso. Para isso, a pesquisa explora o conceito de autor e de autoria de três formas, passa por elaborações sobre a dimensão da performance e dos ritos, com considerações sobre a escrita performática e o teatro performativo, e destrincha a leitura de alguns pontos da obra, nomeados protocolos. São quatro os protocolos: protocolo de um corpo racializado; protocolo de um corpo generificado; protocolo de um corpo com marcas de classe social; e protocolo de um corpo porvir. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica embasada em autores como Michel Foucault, Roland Barthes, Leonardo Villa-Forte, Paul Zumthor, Judith Butler, John Austin, Luciana Salazar Salgado, Sara Rojo, Josette Féral, David Ball, Leda Maria Martins e Jack Halberstam, entre outros.