Banca de DEFESA: JOARLE MAGALHÃES SOARES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOARLE MAGALHÃES SOARES
DATA : 10/09/2024
HORA: 14:00
LOCAL: CEFET MG CAMPUS I - MINIAUDITÓRIOS 1 E 2 - PRÉDIO ADMINISTRATIVO
TÍTULO:

Bolsonaro fala à nação: o conflito discursivo na construção de um simulacro populista


PALAVRAS-CHAVES:

Bolsonaro, discurso político, pronunciamento, populismo, manipulação.


PÁGINAS: 306
RESUMO:

Jair Bolsonaro venceu as eleições de 2018 com uma retórica vulgar, ofensiva e antissistema, sustentada em desinformação e fake news, mas que foi vista como parte de um discurso autêntico, em uma percepção ingênua e perigosa para aqueles que o enxergaram como uma ameaça ao sistema democrático. Apesar dos muitos alertas dados na corrida eleitoral, a força da onda bolsonarista não arrefeceu, pelo contrário, se tornou mais forte e alçou o deputado “folclórico”, com 28 anos de carreira no Congresso Nacional, ao posto de maior poder da República. Partindo dessa premissa, esta pesquisa teve como propósito verificar de que maneira esse discurso filiado à extrema direita internacional foi institucionalizado pelo aparato de comunicação do Estado. No exercício da governabilidade, como funcionou a estratégia discursiva que impulsionou o candidato? As falas oficiais foram construídas de forma diferente? Bolsonaro conseguiu manter credibilidade como voz do poder dominante? A busca de respostas se deu a partir da análise de oito pronunciamentos transmitidos no decorrer do mandato. Desde a redemocratização do Brasil, Bolsonaro foi o presidente que mais adotou esse recurso comunicativo. Sendo assim, esta pesquisa investigou de que maneira o discurso bolsonarista, como fonte legítima de informação, se constituiu para tentar persuadir (e manipular) a opinião pública. A pesquisa foi realizada sob a perspectiva da Teoria Semiolinguística e dos estudos do discurso político de Patrick Charaudeau. Através de um esquema metodológico, elaborado a partir da estrutura do ato de linguagem, foram traçados dois fluxos analíticos para caracterizar a situação de comunicação e apontar os efeitos de sentido nela gerados. Foi demonstrado que o sujeito comunicante (EUc) busca projetar para o destinatário (TUd) dois tipos de enunciadores: um político (mais associado ao ethos pré-discursivo, formatado pela rede interdiscursiva filiada à extrema direita) e outro presidente (associado à liturgia do cargo e moldado pelos termos firmados no contrato de comunicação). O trabalho resgata o contexto político e social no qual se deram os atos enunciativos para apontar os principais sentidos que caracterizam o ethos, o pathos, os imaginários e os elementos pré-validantes deste contrato. Também foi realizado um apanhado histórico que resgata fatores determinantes para entender a ascensão da extrema direita no país e as influências do tecnopopulismo, do negacionismo e do neofascismo na política bolsonarista. Ao final da pesquisa, tendo como norte o resultado dos gestos analíticos, propõe-se um método para medir o nível de populismo e manipulação no discurso oficial. Uma figura gráfica ilustra como o presidente, na condução de ações governamentais, entre 2019 e 2022, fundamentou majoritariamente suas decisões em crenças subjetivas, deixando em segundo plano o pragmatismo que poderia guiá-lo em situações de crise. O trabalho aponta como Bolsonaro, portando-se como um agente de impostura, desvirtuou o pronunciamento oficial com a finalidade de legitimar falas manipulatórias que buscavam forjar um simulacro populista autoritário.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDRE LUIZ SILVA
Interno - ANTONIO AUGUSTO BRAICO ANDRADE
Externa à Instituição - FERNANDA NALON SANGLARD
Presidente - GIANI DAVID SILVA
Externo à Instituição - PAULO HENRIQUE AGUIAR MENDES
Notícia cadastrada em: 09/08/2024 09:14
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