INCLUSÃO E EMANCIPAÇÃO NA EDUCAÇÃO: práticas decoloniais e metodologias ativas como atos políticos em sala de aula
Inclusão, Emancipação, Práticas Pedagógicas Decoloniais, Metodologias Ativas, Pedagogia Pós Método, Análise de Conteúdo.
Este estudo visa a reflexão de algumas questões inerentes ao âmbito educacional com vistas à promoção da inclusão e emancipação docente e discente das práticas decoloniais como ato político. O objetivo principal é refletir e propor estratégias pedagógicas que otimizem o desenvolvimento dos/as estudantes, com foco na participação ativa de docentes e discentes. A pesquisa pretende examinar as interações entre professores/as e estudantes em ambiente escolar, destacando a prática docente como influência direta na aprendizagem dos/as estudantes e demonstrar como a educação pode se reinventar a partir de uma nova perspectiva do ato educativo e a participação ativa de seus autores. Pensar nesses ajustes, implica abordar o ensino a partir de outro paradigma educacional que consiga promover fissuras nas amarras coloniais que herdamos e nos amparam até os dias atuais. Não se trata de reinventar a roda, mas aproveitar o que ela nos fornece de importante e refletir sobre o que pode ser feito de uma forma melhor elaborada e, por consequência, seguir, aprimorando. Sendo assim, pensar na Pedagogia Pós Método como uma proposta alternativa aos métodos tradicionais de ensino já sinaliza para uma prática pautada em paradigmas nos quais a particularidade do contexto em que estudantes e professores/as estão inseridos/as, a sua praticabilidade dos conteúdos que são fomentados e as possibilidades que o ensino pode desbravar, nos acenam como cenários promissores para ações alicerçadas no avanço de ensino e aprendizagem. Ao refletir nos processos que são independentes, porém interligados e se interinfluenciam, neste estudo, destacou-se a importância da aprendizagem significativa e da utilização das metodologias ativas. Práticas as quais os/as estudantes assumem o protagonismo do seu processo de aprendizagem, tornando-o mais autêntico e o/a professor/a atua como mediador/a das informações e construção de conhecimentos. Todo o processo de ensinar e aprender precisa acontecer e ser extensivo a todos/as os/as estudantes de modo eficaz e permanente. Assim, o estudo abrange a todos/as os/as estudantes da sala e inclui a discussão sobre a educação inclusiva, a partir da visão da oferta de um ensino que promova a aprendizagem de todos/as estudantes e não restrito aos/às que são considerados “normais”. Entende-se que o ensino, permeado por uma mediação eficaz, deve contemplar a todos/as os/as estudantes em suas singularidades e performances cognitivas. Para alcançar os objetivos da pesquisa, empregaremos uma abordagem qualitativa, utilizando a metodologia de estudo de caso. Os participantes serão professores/as das escolas municipais de Belo Horizonte, cujas práticas serão investigadas por meio de narrativas. Essa escolha metodológica baseia-se na compreensão de que as narrativas oferecem uma visão profunda das experiências dos professores/as e permitem uma análise contextualizada das práticas educacionais. Os dados serão gerados por meio de entrevistas semi-estruturadas individuais com os/as participantes. Esses instrumentos fornecerão informações detalhadas sobre as práticas docentes, permitindo uma análise aprofundada das estratégias pedagógicas adotadas. A análise de conteúdo será utilizada para examinar e interpretar os dados gerados, identificando padrões, temas e tendências relevantes. Esperamos que os resultados desta pesquisa contribuam para o aprimoramento das práticas pedagógicas em sala de aula, promovendo uma educação mais inclusiva e sensível às diversidades. Além disso, buscamos enriquecer o debate acadêmico sobre o papel das Metodologias Ativas, das perspectivas sociointeracionistas e decoloniais na promoção da equidade educacional.