EXPLORANDO A METODOLOGIA ATIVA GAMIFICAÇÃO SOB A PERSPECTIVA FREIRIANA: um olhar sobre a cultura do silêncio na alfabetização
Metodologias ativas; processo de alfabetização; letramento; DIPAC; cultura-do-silêncio.
Este trabalho tem por objetivo analisar como ocorre o processo de alfabetização nos anos iniciais da educação básica, através de metodologias ativas e da análise da DIPAC (Dinâmica Interacional Pedagógica Adaptativa Complexa) em oposição à cultura do silêncio, abordada por Freire em suas obras, em uma turma do fundamental I, de educação básica da rede estadual de Belo Horizonte. No Brasil muito se têm discutido sobre o conceito de alfabetização e de letramento, segundo Soares, e se através de metodologias ativas seria possível se conceber um processo eficaz de alfabetização na educação básica da rede pública de escolas brasileiras. Nesse sentido surge o questionamento que prediz se seria possível mitigar a cultura do silêncio no processo de alfabetização. Pensando o processo de alfabetização fica claro que se trata de um sistema complexo, e a proposta aqui abordada é entender como a cultura do silêncio age silenciosamente no processo de alfabetização e como o professor vê sua prática docente, se considerando mediador ou transmissor de conhecimento em sala de aula. A proposta desse trabalho é produzir um material que dialogue com professores que estão no chão da sala de aula e necessitam alfabetizar seus alunos, que estão na educação básica da rede pública de escolas brasileiras. Como resultados espera-se que por meio desse trabalho seja possível apontar as defasagens no processo de alfabetização para uma possível transformação social no processo de alfaletrar, diminuindo a manutenção da cultura do silêncio nas salas de aula da rede pública de escolas brasileiras. Dessa maneira conclui-se que é preciso um pensamento e olhar crítico para alfabetização, para que a mesma seja eficaz em seus emaranhamentos produtivos de reflexões nos momentos de aula, tanto por parte do professor quanto pelos seus alunos.