“VIRA HOMEM! ”: homofobia e resistência em A palavra que resta, de Stênio Gardel
homofobia; resistência; estudos queer; literatura contemporânea.
Propõe-se uma investigação sobre as representações da homofobia e das resistências queer no romance A palavra que resta (2021), de Stênio Gardel, escritor cearense de destaque na literatura contemporânea. O estudo partirá da compreensão da homofobia como uma violência simbólica e material, sustentada por discursos normativos que marginalizam sexualidades dissidentes. O objetivo será analisar como a obra representa essas violências e propõe estratégias narrativas de enfrentamento, sobretudo na trajetória do protagonista Raimundo Gaudêncio e de outros personagens como Cícero e Suzanný. A investigação adotará uma metodologia analítica centrada na interpretação crítica do texto literário e no aporte teórico dos estudos queer, da crítica literária e da teoria de gênero. Ademais, pretende-se examinar os mecanismos discursivos da narrativa, como o uso da linguagem poética. Com vistas a isso, a pesquisa será ancorada em autores como Judith Butler, Jack Halberstam, Michel Foucault, José Esteban Muñoz e Regina Dalcastagnè, os quais discutem a construção das identidades sexuais e de gênero e as relações de poder subjacentes a essas construções.