Entre Afetos e Rejeições: os ataques de violência extrema nas escolas estaduais de Minas Gerais
ataques de violência extrema; processos decisórios; políticas públicas educacionais; topofilia; topofobia
O presente estudo tem como objetivo investigar as estratégias de gestão de diretores escolares do Estado de Minas Gerais na prevenção e enfrentamento de situações de violência extrema no ambiente escolar, a partir das relações entre contextos locais, recursos disponíveis e eficácia das ações. Esse fenômeno, registrado no Brasil desde 2001, apresentou crescimento significativo a partir de 2019, mantendo a ocorrência de múltiplos ataques anuais e atingindo seu ápice nos últimos anos, o que gerou impactos profundos sobre vítimas, famílias e comunidades escolares. Partindo da constatação de que as instituições educacionais permanecem vulneráveis e de que as políticas públicas de prevenção ainda apresentam lacunas, a pesquisa busca compreender como os gestores atuam diante desse cenário. Fundamenta-se em referenciais sobre violência escolar, tomada de decisão baseada em evidências, topofilia e topofobia, articulados a estudos sobre gestão e segurança no ambiente educacional. A investigação, de abordagem metodológica mista, combina revisão bibliográfica e documental com survey por questionário semiestruturado aplicado a diretores atuantes em diferentes regiões do estado. O instrumento contempla questões sobre práticas preventivas, protocolos de resposta e experiências anteriores de enfrentamento. A análise integrará dados quantitativos e qualitativos, com o objetivo de subsidiar o aprimoramento das políticas públicas e fortalecer a gestão escolar frente a cenários de violência extrema. A abordagem proposta busca demonstrar que a qualificação das escolhas institucionais, ancorada em evidências e articulando saberes técnicos, contextos locais e dinâmicas subjetivas, pode ser a solução para o fortalecimento dos ambientes escolares, tornando-os acolhedores e seguros.