SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E ESTUDO DE CITOTOXICIDADE DE NOVOS COMPLEXOS DE COBRE(II) COM OS LIGANTES IMIDAZÓLICOS TEOFILINA E IMIDAZOL
Complexos Metálicos, Teofilina, Imidazol, Ligantes imidazólicos, Cobre(II).
Fármacos são compostos de extrema importância na manutenção da saúde humana, sendo assim a busca por novos fármacos é uma demanda social contínua frente aos desafios que surgem ao longo do tempo como a eclosão de novas doenças, a resistência aos tratamentos terapêuticos já existentes, e a inexistência de medicamentos eficazes no combate adeterminadas enfermidades. Alguns complexos metálicos têm demonstrado eficácia no tratamento de uma séria ampla de doenças e condições e isso tem ocasionado um interesse crescente nestes compostos para a utilização farmacêutica. Uma estratégia importante na obtenção de novos complexos metálicos consiste na síntese utilizando ligantes conhecidamente bioativos. A fim de estudar novos compostos que pudessem apresentar atividade biológica, neste trabalho foram sintetizados e caracterizados dois novos complexos metálicos de cobre(II), ambos contendo os ligantes imidazólicos bioativos teofilinato (theo) e imidazol (imd). Os dois novos compostos sintetizados foram caracterizados por análise elementar, medidas condutimétricas, espectroscopia vibracional na região do IV e espectroscopia eletrônica na região do UV−Vis. O complexo 1 também foi caracterizado por análise térmica e difração de raios-X em pó (DRXP). A evaporação lenta de uma solução do complexo 2, em MeOH e H2O, levou à formação de monocristais que tiveram sua estrutura determinada por difração de raios-X por monocristais (DRX). Através das caracterizações foi possível elucidar a estrutura química dos complexos desenvolvidos: [Cu(theo)2(imd)2(H2O)] (1) e [Cu(theo)(imd)3(H2O)]Cl·H2O (2). O complexo 2 apresenta geometria de pirâmide de base quadrada. A habilidade do complexo 2 em promover a clivagem oxidativa de DNA de plasmídeo foi estudada por eletroforese em gel de agarose e evidenciou que este complexo possui a habilidade de clivar o DNA plasmidial. Testes citotóxicos dos complexos com células de leucemia mielóide crônica, K562, mostraram que os complexos metálicos desenvolvidos não possuem atividade antitumoral para essa linhagem celular.