Avaliação das Propriedades Fotocatalíticas de Compósitos a base de Poli(butileno adipato-co-tereftalato) e oxidos de nióbio.
Fotocatálise, oxi-hidróxido de nióbio, PBAT.
A busca por tecnologias e materiais para minimizar as consequências da contaminação de água e do ar tem sido tema de pesquisas nos últimos anos. A fotocatálise heterogênea tornou-se uma área amplamente estudada nas últimas décadas e se destaca como uma tecnologia pertinente a esta aplicação, visto que promove a degradação dos poluentes e microrganismos minimizando a geração de subprodutos ou resíduos tóxicos. O oxidroxido de nióbio (NbO2OH) é um dos semicondutores mais promissores a ser utilizado em fotocatálise devido a sua estabilidade química e física, versatilidade, baixo potencial de toxicidade e atividade fotocatalítica. Um dos principais fatores limitantes nos processos de fotocatálise heterogênea na forma livre reside na dificuldade de recuperação do catalisador. A utilização de polímeros como suporte para catalisadores vem se mostrando como uma alternativa para superar as limitações da recuperação do material. O Poly(Butylene Adipate-Co-Terephthalate) – PBAT, derivado de fontes fósseis, é um marco na evolução dos materiais sustentáveis, destacando-se por sua biodegradabilidade. O objetivo desse trabalho é a degradação fotocatalítica do corante orgânico azul de metileno (AZM) foi investigada utilizando o sistema PBAT/S2/UV, que é um nanomaterial obtido pela dispersão de oxihidróxido de nióbio (S2) em uma matriz polimérico o PBAT e ativada pela luz UV. Testes de degradação foram realizados utilizando espectrofotometria para analisar parâmetros como a concentração do catalisador e sua distribuição na matriz polimérica. Os sistemas PBAT (100), PBAT/S2 (100), PBAT/S2 (99:1), PBAT/S2_S2 (99:1), PBAT/S2 (95:5) CASTING, PBAT/S2 (95:5) e PBAT/S2_S2 (95:5), foram observados valores de eficiência fotocatalítica para a fotodegradação do azul de metileno de 10%, 25%, 10%, 66%, 65%, 17% e 80%, respectivamente. Com isso, pode-se inferir que a o catalisador na superfície do filme foi mais favorável para o mecanismo, sendo melhor na remoção do AZM. Por fim, a interações químicas entre PBAT e S2 foram observadas pelas técnicas de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Análise Termogravimétrica (TGA), infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR). Por meio dessas análises foi possível identificar que a incorporação do PBAT/S2, o catalisador não afetou a estabilidade térmica e não demonstrou resultados de grande interferência nas propriedades mecânicas. O compósito exibiu alta atividade catalítica para remoção do corante azul de metileno durante a fotocatálise.