POSLING NS

Banca de DEFESA: FABRICIO PAIVA ARAUJO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FABRICIO PAIVA ARAUJO
DATA : 09/05/2019
HORA: 16:00
LOCAL: campus 1
TÍTULO:

Horrores Inimagináveis:

memória, trauma e testemunho do Holocausto em Primo Levi


PALAVRAS-CHAVES:

Memória; Trauma; Testemunho; Auschwitz; Lager.


PÁGINAS: 180
RESUMO:

Diversas são as linguagens usadas para representar o Holocausto ou Shoah, das narrativas historiográficas à literatura, da Sociologia à Filosofia e dos quadrinhos e fotografias à produção cinematográfica. A transmissão do horror e da opressão absoluta vivida nos campos de concentração e extermínio vem sendo há anos um assunto visto como de grande importância no meio acadêmico. Este trabalho visa contribuir com os estudos sobre a construção da memória e a noção do testemunho de sobreviventes que, a despeito do contínuo tormento da rememoração, contam suas histórias. A pesquisa baseia-se principalmente na discussão de duas importantes obras - É isto um homem? e Os afogados e os sobreviventes, de Primo Levi. Ademais, as obras de Levi dialogam com quatro fotografias tiradas por prisioneiros em Auschwitz, cujos conceitos de imagem e memória traumática são abordados à luz das discussões de teóricos como Walter Benjamin, Paul Ricoeur, Giorgio Agamben, Didi- Huberman, Márcio Seligmann-Silva e Michael Foucault, entre outros. O objetivo é analisar como os dois textos, em contraste com os conceitos que emanam das chapas tiradas em Auschwitz, refletem e contribuem, no presente, para a construção da memória coletiva e cultural das comunidades judaicas represadas nos campos de concentração e extermínio da Segunda Guerra Mundial. Primeiramente, discutem-se conceitos que lidam com a questão da memória coletiva, um domínio que ao mesmo tempo é composto de memórias individuais e determinam estas a memória cultural: manifestações culturais eleitas como símbolos da memória coletiva dos grupos, sejam essas nações ou minorias. Em seguida, discute-se como a narrativa testemunhal, tem a capacidade de lidar com memórias ao permitir diversos pontos de vista e dar voz àqueles que não teriam outro canal de expressão. Tais obras incorporam o discurso imagético, historiográfico e o autobiográfico, oferecendo insights que nos ajudam a repensar, no âmbito da literatura comparada, a relação entre memória, trauma e testemunho, assim como as questões envolvendo a dor, a revolta e a indignação.

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - CLÁUDIA CRISTINA MAIA
Externa à Instituição - DENISE BORILLE DE ABREU - PUCMinas
Externa à Instituição - ELIANA DA CONCEIÇÃO TOLENTINO - UFSJ
Interno - LUIZ CARLOS GONCALVES LOPES
Interno - LUIZ HENRIQUE SILVA DE OLIVEIRA
Externa ao Programa - MARIA DO ROSARIO ALVES PEREIRA
Presidente - RONIERE SILVA MENEZES
Notícia cadastrada em: 08/05/2019 16:58
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