Banca de DEFESA: ROSILENE MARIA NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROSILENE MARIA NASCIMENTO
DATA : 06/05/2022
HORA: 14:00
LOCAL: RNP Conferência
TÍTULO:

NÃO NOS IGNOREM: REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS SOBRE AS JUVENTUDES NOS LIVROS DIDÁTICOS DESTINADOS À EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS / ENSINO FUNDAMENTAL


PALAVRAS-CHAVES:

Análise Crítica do Discurso; Letramentos Críticos; Estudos Decoloniais; EJA; Livro Didático.


PÁGINAS: 167
RESUMO:

Esta pesquisa propôs-se a compreender como as juventudes na faixa etária entre 15 e 24 anos são representadas discursivamente nos livros didáticos da Educação de Jovens e adultos (EJA), já que estes estudantes compõem mais de 60% das matrículas, conforme o último IBGE/2018. Chamamos a atenção para o fato de que, embora haja acesso, não há permanência dos estudantes em turmas iniciais e em turmas diploma-conclusão, conforme aponta Rojo (2001, p. 28). A exclusão escolar se evidencia pela reprovação, pela evasão ou por poucos avanços na aprendizagem, entre outras razões. Decidimos analisar os livros didáticos que circulam nas turmas da EJA, para observarmos a sua contribuição neste processo de prática social excludente. Nosso corpus foi o Livro EJA MODERNA, 2013, anos finais, aprovado no último PNLD/EJA/2014, em específico, os capítulos destinados à disciplina Língua Portuguesa. Através da abordagem qualitativa, ancoramos a pesquisa na base teórica da Análise Crítica do Discurso, proposta por Fairclough (2001); e na base analítica da Decolonização da Análise crítica do discurso, sob a égide do pensamento de Resende (2019). Também sustentados pelos letramentos críticos de Paulo Freire (2015) Soares (2017), Monte Mór (2018), Street (2014), compreendemos a visada autoidentitária das juventudes através das mais variadas práticas sociointeracionais. Para compreensão das juventudes, tomamos como base os estudos teórico-críticos das juventudes de BH efetivados por Dayrell (2003), Da silva (2007) e Arroyo (2018), (2019), (2020). Construímos um quadro de análise decolonial, interrogando-nos sobre as práticas decoloniais de expurgo do outro e silenciamento do corpo e vozes das juventudes que não são representadas discursivamente, através de textos escritos, imagens ou do próprio letramento comum utilizado. Consideramos, como Bagno (2015), que o ensino gramatical presente nesses livros compõe a lógica da exclusão à aprendizagem. Os resultados sinalizam que a proposta pedagógica sistematizada nos livros didáticos para o ensino de leitura, escrita e oralidade privilegia a naturalização, o eufemismo e uma abordagem monolinguística centrada na norma culta. Em contrapartida, exclui do debate a cultura, os valores, as necessidades essenciais e os anseios das juventudes negras, periféricas, que constituem o maior público da EJA. A importância desta pesquisa reside na reflexão sobre os letramentos críticos e nos estudos decoloniais como forma de compreender as relações de poder, de desigualdade e de injustiça social. Na conclusão, sugerimos novas pesquisas com novos atores sociais e defendemos a urgente necessidade de lutarmos por uma pedagogia com base nos letramentos críticos para a EJA, que em vez da omissão assume o lugar da transformação e da potencialização.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - LUIZ ANTONIO RIBEIRO
Interna - PATRICIA RODRIGUES TANURI BAPTISTA
Externa ao Programa - LUCIANA APARECIDA SILVA DE AZEREDO
Externo à Instituição - HELI SABINO DE OLIVEIRA - UFMG
Notícia cadastrada em: 04/04/2022 11:20
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