Banca de DEFESA: RITA DE CÁSSIA LEAL CAMPOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RITA DE CÁSSIA LEAL CAMPOS
DATA : 26/03/2019
HORA: 14:30
LOCAL: Sala 201, prédio 20, Campus II do CEFET-MG
TÍTULO:

Processo Decisório de Inovação: o caso da indústria da moda de Belo Horizonte


PALAVRAS-CHAVES:

Processo decisório, Inovação, Indústria da moda, Seleção de ideias


PÁGINAS: 165
RESUMO:

Além de estar intimamente ligada ao consumo, a moda é responsável por movimentar a indústria têxtil e de confecção, representando assim uma importante atividade econômica. A moda é caracterizada pelo novo, pela mudança e pela efemeridade, o que a torna indissociável da inovação. Portanto, um dos maiores desafios para os gestores desse ramo é a diferenciação dos produtos, tornando-se necessário tomar decisões estratégicas orientadas para o mercado. Nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo investigar como ocorre a tomada de decisão dos gestores da indústria de moda feminina de Belo Horizonte quanto à seleção de alternativas de inovação. A investigação teve como base teorias relacionadas aos seguintes assuntos: inovação, inovação na indústria da moda, tomada de decisão nas organizações, processo decisório de seleção de ideias inovadoras e mimetismo institucional. O foco da pesquisa está voltado para o primeiro subprocesso da inovação – conhecido como Front End, ou linha de frente – pois é nele que ocorre a identificação e seleção das oportunidades de inovação. Essa é uma etapa considerada crítica, pois é determinante para o resultado final da inovação. O estudo conduzido possui abordagem qualitativa e caráter descritivo. Investigou-se o caso da indústria da moda de Belo Horizonte, tendo em vista que a cidade se destaca como referência nacional na produção de moda. Para a coleta de dados foram realizadas sete entrevistas semiestruturadas com gestoras de empresas inseridas no contexto competitivo da indústria da moda. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se um roteiro semiestruturado contendo questões pertinentes sobre a aplicação prática dos conceitos discutidos. Os dados foram analisados por meio de análise de conteúdo com auxílio do software QDA Miner. As entrevistas foram transcritas na íntegra e carregadas no programa, iniciando-se o processo de leitura e categorização dos trechos. O material foi dividido em categorias e subcategorias de análise, definidas a partir do referencial teórico e das verbalizações contidas nas entrevistas, respectivamente. Visando enriquecer a análise dos dados, empregou-se a técnica “nuvem de palavras”, por meio da qual foram identificadas as palavras mais recorrentes no discurso de cada entrevistada. Com os resultados e discussões desta pesquisa foi possível obter uma maior compreensão da tomada de decisão no contexto da moda, contribuindo assim para o estado da arte da literatura científica e para a melhoria dos processos organizacionais nesse setor. No decorrer da construção da base teórica, levantaram-se alguns pressupostos que nortearam a investigação à medida que foram confrontados com os resultados obtidos na pesquisa de campo. Desse modo, concluiu-se que a inovação é considerada fundamental na indústria da moda, visto que é a principal estratégia de competitividade utilizada pelos gestores para obter diferenciação no design dos produtos. A moda em Belo Horizonte está ligada a aspectos sociais, econômicos e culturais e as empresas atribuem um valor simbólico à marca para se tornarem únicas no mercado. Frequentemente incremental, o processo de inovação na indústria da moda se dá coletivamente e de modo mais informal, seguindo um modelo processual de tomada de decisão. A seleção de ideias para o desenvolvimento de novas coleções ocorre por meio de critérios definidos e geralmente é realizada pelo proprietário da marca com o apoio de sua equipe. Para tomar decisões, os gestores utilizam de pesquisas de mercado e de tendências, mas também se baseiam em suas intuições, habilidades e experiências. Além da estratégia inovativa, é também comum o emprego da estratégia imitativa na indústria da moda como forma de diminuir riscos e incertezas. Desse modo, o gestor opta por aquela que mais condiz com a proposta da marca e o perfil de seu público-alvo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALMIRALVA FERRAZ GOMES - UESB
Interno - LILIAN BAMBIRRA DE ASSIS
Interno - LIVIA MARIA DE PADUA RIBEIRO
Presidente - UAJARA PESSOA ARAUJO
Notícia cadastrada em: 15/03/2019 14:07
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