Banca de DEFESA: Hellen Cordeiro Alves Marquezini

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Hellen Cordeiro Alves Marquezini
DATA : 14/09/2021
HORA: 14:00
LOCAL: online, por meio de videoconferência
TÍTULO:

Decisão de (Re)existir! histórias e modos de organizar de uma comunidade quilombola mineira


PALAVRAS-CHAVES:

História de vida coletiva; Psicossociologia; Processos Decisórios; Quilombo; Raça


PÁGINAS: 155
RESUMO:

O presente trabalho aborda o tema da racialização no contexto da comunidade quilombola. Foi definido como objeto da pesquisa a compreensão de como a construção da identidade étnico-racial assegura a existência de uma comunidade remanescente quilombola da região metropolitana de Belo Horizonte/MG. O quilombo pode ser compreendido como uma organização, similar às cooperativas, no qual os indivíduos livremente se organizam com um objetivo comum de produção da vida em comunidade. O quilombo, enquanto arranjo organizacional, estabelece processos de tomada de decisões no seu funcionamento cotidiano. Cabe ainda destacar que a própria constituição do quilombo contemporâneo se revela uma escolha da comunidade, fruto de um processo decisório. Foi tomado como referencial teórico a escola de Psicossociologia Francesa, a qual compreende os grupos e instituições como espaços privilegiados para a investigação dos processos de afiliação e desfiliação social, e os vínculos como parte da identidade-em-contexto do sujeito, respeitando a singularidade e a capacidade de se tomar decisões no contexto do quilombo. Também é realizado o resgate teórico da construção da racialização no Brasil e a organização social dos quilombos, dos originários ao movimento quilombola contemporâneo. Para atingimento dos objetivos propostos nesta pesquisa, será utilizada a abordagem metodológica história de vida em uma comunidade remanescente quilombola da região metropolitana de Belo Horizonte/MG. A partir dos resultados desta pesquisa, compreendemos o quilombo como uma organização construída a partir de uma identidade étnico-racial que mobiliza os processos estruturantes de resistência, pertencimento e ancestralidade, essenciais à existência dos sujeitos e do quilombo. As identidades serão construídas por meio do reconhecimento da ancestralidade, onde os sujeitos se filiarão a essa história, reconhecendo esses antepassados como composição do que se é. Essas identidades permitirão que os sujeitos quilombolas se sintam pertencentes a este grupo, que permanecerá (re)existindo devido à essa resistência ancestral que é reapropriada. A resistência é indissociável da identidade, porque para o próprio ato do sujeito quilombola decidir ser, é necessário resistir, uma vez que o Outro quer que o quilombo deixe de ser. A identidade atua como o grande articulador da Organização quilombo, uma vez que sem identificação étnico-racial não há o reconhecimento da ancestralidade, ou mesmo que haja, não ocorre mobilização para sua perpetuação; também sem a identificação étnico-racial o sujeito não adquire o senso de pertencimento ao grupo e não engajará para a resistência do coletivo.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - JOSIANE SILVA DE OLIVEIRA - UFG
Presidente - LUDMILA DE VASCONCELOS MACHADO GUIMARAES
Externa ao Programa - RAQUEL DE OLIVEIRA BARRETO
Externa à Instituição - TERESA CRISTINA OTHENIO CORDEIRO CARRETEIRO - UFF
Notícia cadastrada em: 10/09/2021 15:23
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